


Concepção hahnemanniana dos Miasmas
Hahnemann, já nas duas últimas décadas de sua vida, faz um completo estudo das doenças em geral, com uma proposição nosológica, completado por uma proposição de causas e por uma terapêutica específica consequente.
É aqui de vital importância a anamnese e o simillimum terá de estender a sua ação, quer aos sintomas imediatos quer aos mediatos – os que constituem o modo reacional daquele paciente –.
Numa doença crônica, a totalidade dos sintomas, compreende os existentes desde o nascimento, excluindo os que se apresentem como estruturadores de um quadro agudo.
Em regra, o simillimum terá propriedades de cura quer no agudo, quer no crónico, mas quando tal não aconteça, terão de se receitar sucessivamente vários medicamentos, em consonância com a reavaliação constante do paciente e da patologia.
Mas apenas um de cada vez.
Recordamos que as Escolas Pluralistas preconizam a utilização simultânea de vários medicamentos e que as Complexistas misturam várias substâncias na mesma solução excipiente.
Embora a prática clínica possa indicar a existência de resultados favoráveis, mediante a particular prescrição terapêutica destas duas Escolas, aconselhamos a que os princípios basilares da homeopatia sejam inteiramente respeitados, até que a experiência clínica pessoal alicerçada os conteste.
É importante frisar que todos nós somos polidiatésicos – as diáteses puras ou quase puras só surgem em pediatria – e as diáteses devem ser tratadas na ordem do seu aparecimento: primeiro a mais recente, depois a(s) mais antiga(s).
Se constatarmos uma determinada diátese atual, a sua cura fará com que surjam os sinais da diátese ou diáteses mais antigas, que serão tratadas em ordem sucessiva com o respectivo simillimum, até ao desaparecimento integral de todos os sintomas.
Cada paciente individualmente considerado, exibe apenas uma parte total dos sintomas que constituem a extensão total da diátese, extensão esta que foi obtida pela observação de muitos pacientes acometidos dessa “doença crônica”.
No domínio das diáteses, para além dos medicamentos de referência, crê-se que exerçam um papel fundamental os nosodos, policrestos de ação quer geral, quer local – Psorinum, Medorrhinum, Luesinum, Tuberculinum e Carcinosinum –.
Os nosodos são produtos patológicos tecidulares ou extraídos de secreções mórbidas de origem vegetal, animal ou humana, diluídos e dinamizados segundo as técnicas da farmácia homeopática, administrados a partir da 6ª diluição decimal.
Os métodos bioterápicos foram desenvolvidos em França, paralelamente à homeopatia.
O Psorinum é a diluição da substância sero-purulenta contida na vesícula da sarna.
O Medorrhinum é a diluição da secreção purulenta blenorrágica.
O Luesinum é o lisado das serosidades treponémicas de cancros primitivos.
O Tuberculinum é a tuberculina bruta obtida da mycobacterium tuberculosis.
O Carcinosinum é preparado a partir de nódulos cancerosos, particularmente do seio – adverte-se que não é um remédio do cancro, mas da diátese cancerínica –.
É necessário reconhecer que apenas uma pequena parte dos bioterápicos podem ser considerados medicamentos homeopáticos, porquanto a maioria carece de experimentação, de patogenesia.
Entre os que assim são reconhecidos, estão os supra mencionados.
Já referimos o medicamento constitucional de cada uma das diáteses:
Psora – Calcarea Carbonica;
Sicose – Calcarea Carbonica;
Lues - Calcarea Fluorica;
Tuberculinismo – Calcarea Phosphorica.
Nascido: 21 de agosto de 1821
Morreu: 30 de março de 1898 Nacionalidade: Alemão
Ocupação: Médico e naturopata : Pesquisador de sal celular bioquímico.

Wilhelm H. Schussler
Rubrica Morfológica em Reclassificação Metabólica (Releitura)
Levando em conta apenas três biotipos principais, quais sejam, nitrogenoide, hidrogenoide e oxigenoide, sendo que a morfologia oxigenoide poderia englobar as classificações tanto de Grauvogl quanto de Nebel e Vannier, pode ser feita uma rubrica metabólica de três tipos apenas; o que isso não invalida a rubrica metabólica de quatro biotipos, bem como ambas as rubricas metabólicas não invalidam as demais.
Assim sendo, um determinado medicamento pode pontuar em uma rubrica e em outra, de acordo com critérios de cada classificação e conforme o quadro clínico e repertorial de cada indivíduo.
Devendo se ter em mente, todavia, que o mais importante para a prescrição homeopática não são os biotipos ou as constituições, uma vez que os temperamentos são superiores pelos seus aspectos mentais, importando ainda mais a síndrome mínima de valor máximo (SMVM) como principal critério prescricional.
Na SMVM o estado mental é mais valorizado e, especialmente, a individualização da sintomatologia através dos fatores mais peculiares e específicos, que sejam mais inerentes ao indivíduo a ser tratado do que à doença a ser diagnosticada e prognosticada, embora esta seja também relevante.
1) Biotipo hidrogenoide ou estado hipertrófico: Grupo do ouro…
a) Grau principal: Aurum metallicum, Calcarea carbonica e Graphites.
b) Grau secundário: Uranium nitricum e Antimonium crudum (e ainda Niccolum sulphuricum 4 DH em quadros de alergia e ortopédicos ou reumatológicos).
c) Grau terciário: Cerium oxalicum e Baryta carbonica.
2) Biotipo nitrogenoide ou estado eutrófico: Grupo da prata…
a) Grau principal: Argentum nitricum, Sulphur e Metallum album.
b) Grau secundário: Tellurium (e Niccolum sulphuricum 4 DH em quadros de alergia e ortopédicos ou reumatológicos, ademais de Nitri acidum 4 DH em afecções dermatológicas).
c) Grau terciário: Uranium nitricum (lembrando que alguns pacientes com diabete mélito tipo 2 ou com dislipidemia não são obesos).
3) Biotipo oxigenoide ou estado hipotrófico: Grupo do bronze…
a) Grau principal: Silicea, Phosphorus e Mercurius.
b) Grau secundário: Stannum metallicum ou Stannum iodatum (e Nitri acidum 4 DH em quadros dermatológicos) além de Sepia off e Ambra grisea.
c) Grau terciário: Plumbum metallicum ou Plumbum iodatum, Selenium e Secale cornutum (micélio produtor de alcaloide do Ergot, lembrando que ergosterol é um álcool do tipo esterol o qual é precursor da Vitamina D₂) .
4) Rubrica clínica ou episódica: Grupo da terra…
a) Alumina: Ansiedade e depressão; obstipação; impotência sexual; leucorreia.
b) Ferrum phosphoricum: Quadros inflamatórios de dores, febres e hemorragias; incontinência urinária ou enurese; diarreia.
c) Niccolum sulphuricum: Alergias em geral; dorsalgia e cefaleia ou enxaqueca; menopausa.
d) Silicea terra: Quadros infecciosos, purulentos ou luéticos; falta de calor vital.
Dr. Paulo Venturelli
Dr. João Vicente Martins
"No estado de saúde, a força vital de natureza espiritual (autocracia), que dinamicamente anima o corpo material (organismo), reina com poder ilimitado e mantém todas as suas partes em admirável atividade harmônica, nas suas sensações e funções, de maneira que o espírito dotado de razão, que reside em nós, pode livremente dispor desse instrumento vivo e são para atender aos mais altos fins de nossa existência" (Hahnemann - Organon da Arte de Curar, parágrafo 9)
A lei de cura homeopática pode ser descrita da seguinte forma: "Uma afecção dinâmica mais fraca é extinta de modo permanente no organismo vivo por outra mais forte, quando esta última (embora de espécie diferente) seja muito semelhante à primeira em suas manifestações" (Parágrafo 26 do Organon da Arte de Curar - Hahnemann)
"É na possibilidade existencial do vir a ser que repousa a essência da vida" (Dr. Galvão)
Nunca é tarde para começar a tomar homeopatia. O ideal é que o tratamento seja inciado o mais cedo possível, por exemplo durante a gravidez, para que o bebê seja beneficiado!

Christian Friedrich Samuel Hahnemann (Meissen, Saxônia,
1755 – Paris 1843) foi o fundador da Homeopatia em 1789, na Alemanha.
Benoît Mure (1809 - 1858) é um dos introdutores e incentivadores da homeopatia no Brasil, como é também conhecido Bento Mure.
João Vicente Martins. Brasil 1840 chegou ao com o Dr. Bento Mure, médicos homeopáticos verdadeiros (1808-1854).



Dr. Sabino Pinho (1820 - 1869)
> Fundou a Escola Homeopática de
Pernambuco.
> Foi membro do Instituto Homeopático do Brasil.
> Foi o criador da Farmácia Dr. Sabino Pinhoem Recife - PE.



Proprietários da Farmácia Dr. Sabino Pinho - Homeopatia e Manipulação
(5ª geração da família).

Dr. Constantin Hering, O pai da homeopatia nos Estados Unidos.

Dr. Sabino Pinho, 2ª Geração da Família, e continuador em Recife.
Dermatologia e O.R.L. com ECHINACEA ANGUSTIFOLIA. Manipulação homeopática
*Baixa diluição (4CH e 5CH): Baixas diluições são usadas para casos agudos e pontuais, limitados no tempo. Glóbulos homeopáticos são tomados 2-3 vezes por dia.
*Diluição média (7CH e 9CH): Diluições médias são as mais comuns. É levado desde o início até o desaparecimento dos sintomas.
*Alta diluição (12CH, 15CH e 30CH): Altas diluições são utilizadas para casos crônicos, que duram ao longo do tempo. Glóbulos homeopáticos são tomados 1 vez por semana ou quinzena.
Indicações: ECHINACEA ANGUSTIFOLIA 5CH é um medicamento homeopático geralmente usado em dermatologia e O.R.L. Na dermatologia: em caso de furúnculos, infecções de pele, devido a picadas de insetos.
O.R.L.: em caso de flegmons, angina.
Contraindicações: Alergia a qualquer um dos componentes deste medicamento.
Alguns exemplos importantes de medicamentos homeopáticos
São aqueles descritos nos primórdios dessa ciência, inclusive pelo alquimista Paracelso, mas que foram sistematizados pelo médico fundador da Homeopatia, o Dr. Samuel Hahnemann… 1) Substâncias de Origem Mineral: a) Sulphur: Remédio muito empregado nas afecções alérgicas e nos transtornos funcionais. É o tratamento clássico de determinados estados mórbidos os quais em termos homeopáticos são incluídos na Psora, que é o miasma da predisposição aos distúrbios de caráter funcional sem que haja lesão estrutural, quer dizer, Psora é a tendência aos distúrbios de função, sem lesão, que por isso pode ser chamada de diátese funcional ou diátese disfuncional. b) Natrum muriaticum: Medicamento frequentemente indicado em condições nervosas e depressivas. Pode ser considerado o protótipo recombinante entre a diátese psórica (superficial ou funcional) e a diátese luética (profunda ou lesional) sendo, portanto, um remédio especialmente psórico-luético. c) Mercurius vivus (o mercúrio preparado pelas atuais técnicas homeopáticas não é tóxico): É um fármaco bem utilizado em quadros infecciosos e em transtornos por lesões estruturais, orgânicas ou mentais, mas dentro de critérios específicos estabelecidos pelo médico. É o tratamento típico do luetismo, que é a diátese lesional, chamada homeopaticamente de miasma luético ou luetismo. d) Outras substâncias minerais: Vários outros elementos químicos e compostos de origem mineral, embora não tenham aparecido como primordiais desde a Alquimia, são também importantes e bastante úteis, a exemplo do Phosphorus (prescrito em algumas doenças respiratórias e na diátese hemorrágica, dentre outras indicações) e da Alumina (indicada em algumas afecções neuromusculares e em quadros de obstipação intestinal, dentre outras condições)… Além de muitos outros elementos e substâncias químicas inorgânicas. 2) Substâncias Vegetais: Remédios de origem vegetal, como o Anacardium orientale, a China officinalis, a Cina marítima, a Staphysagria e a Thuya, por exemplo, atualmente são empregados homeopaticamente, em especial, nas afecções sicóticas… Afecções sicóticas dizem respeito à Sicose, uma forma de diátese hiperplásica e hipertrófica, que pode ser orgânica ou mental e representa o estado intermediário entre os miasmas psórico e luético, correspondendo à combinação, mas não à recombinação, de ambas essas diáteses (o medicamento de recombinação entre a Psora e a Luese é o Natrum muriaticum, descrito no item sobre as substâncias minerais). 3) Substâncias de Origem Animal e Microbiológica: São compostos farmacológicos que, de modo abrangente, podem ser classificados em sarcódios (de composição fisiológica) ou nosódios (de composição patológica), mas em ambos os casos tais substâncias atualmente são definidas como agentes medicinais chamados de bioterápicos. 4) Algumas Considerações Adicionais: a) Substâncias Minerais de Origem Animal: Alguns compostos químicos utilizados em remédios homeopáticos, embora sejam de origem animal têm composições predominantemente inorgânicas, ainda que possam conter o elemento químico carbono, é o caso por exemplo, da Calcarea carbônica, que basicamente é o carbonato de cálcio oriundo das conchas de ostras. No caso específico deste remédio a indicação tradicional é referente ao miasma do artritismo, que é a diátese artrítica, um miasma, os psóricos e sicóticos. b) Carbono: O carbono como elemento químico é muito empregado em medicamentos homeopáticos, sendo que o Carbo mineralis (também chamado de Graphites) é um remédio ao tratamento psórico, enquanto que o Carbo vegetabilis é um remédio sicótico e o Carbo animalis é luético. c) Indicações Gerais: Os preparados farmacológicos em homeopatia, assim como os quadros tratados por essa especialidade médica, são tipicamente trimiasmáticos, o que significa dizer que englobam os três miasmas principais, quais sejam, a diátese funcional (psórica), a diátese hiperplásica ou hipertrófica (sicótica) e a diátese lesional (luética). Porém, em via de regra, os remédios de origem mineral não metálica se aplicam bem ao miasma da Psora, enquanto que os de origem vegetal se aplicam melhor ao miasma da Sicose e os metais estão mais bem indicados no luetismo. d) Venenos: Algumas substâncias deletérias ou venenosas são bem empregadas em Homeopatia, sem efeito tóxico, desde que preparadas pelas técnicas homeopáticas atuais e segundo as indicações médicas. São exemplos, dentre outros, a Lachesis (veneno de cobra, indicado com frequência na menopausa), o Arsenicum album (trióxido de arsênio, utilizado inclusive no miasma do cancerinismo, a diátese cancerínica) e o Radium bromatum (o bromureto de rádio é homeopaticamente bem indicado em certas afecções gotosas, mas é radioativo em condições naturais). e) Princípio vital: os seres vivos se compõem de corpos orgânicos fundamentados em certas estruturas e funcionalidades características da vida, mas a matéria orgânica, por si, não é suficiente para explicar o fenômeno vital, por isso se faz necessária a admissão de alguma fundamentação além do conceito corporal. Essa explicação pode se restringir aos conceitos atuais de energia, sobretudo se considerarmos os avanços das ciências contemporâneas, notadamente na teoria da relatividade e na mecânica quântica, porém, ainda assim, em virtude da complexidade da vida, é coerente a admissão de uma essência que possa transcender aos conceitos meramente materiais, e essa força ou energia, por assim dizer, é a essência ou princípio vital.
Dr. Paulo Venturelli – diretor técnico – Clínica Waldemiro Pereira
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